sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Osho Zen Tarot - 21. Arcano Maior ― Conclusão


Este é o jeito Zen: não dizer as coisas até o fim. 
Isso precisa ser compreendido, pois é uma metodologia muito importante. 
Não dizer tudo significa dar uma oportunidade para que o ouvinte complete o que está sendo dito.
Todas as respostas vêm incompletas. 
O mestre só lhe terá dado uma direção...
No momento em que você chegar ao limite, você saberá o que irá permanecer.
Sendo assim, se alguém estiver tentando compreender o Zen intelectualmente, irá fracassar. 
Não se trata de uma resposta para uma pergunta, mas de algo maior do que a resposta. Tratase da indicação da própria realidade...
A natureza do Buda não é coisa muito distante: a sua própria consciência é natureza de Buda. 
E a sua consciência é capaz de testemunhar as coisas que constituem o mundo. 
O mundo chegará a um fim, mas o espelho permanecerá, espelhando o nada.
Osho Joshu: The Lion's Roar, Cap. 5

Comentário:
Aqui, a última peça de um quebra-cabeça está sendo colocada em seu lugar: a posição do terceiro olho, o lugar da percepção interior. 
Mesmo no fluxo sempre mutável da vida, há instantes em que chegamos a um ponto de completude. 
Nesses momentos, somos capazes de apreender o quadro completo, o conjunto de todas as pequenas peças que ocuparam por tanto tempo a nossa atenção. 
No momento da conclusão, podemos tanto nos sentir em desespero ― porque não queremos que aquela situação chegue a um fim ―, como podemos nos sentir agradecidos e receptivos ao fato de que a vida é cheia de conclusões e de novos começos. 
O que quer que tenha estado absorvendo o seu tempo e sua energia, agora está chegando ao fim. 
Ao concluir isso, você estará criando condições para que alguma coisa nova possa começar. 
Use essa pausa momentânea para celebrar ambas as coisas: o encerramento do velho e a chegada do novo.




Lucia



Este artigo em pdf encontrado na net faz referências ao site osho.com, de onde todos os textos foram extraídos na íntegra.
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Baralho Comum: Método A Cruz Mística

Esta é uma sequência inglesa, que provém dos cavaleiro templários. Ela nos dá uma excelente avaliação geral de uma situação pessoal, em todos os níveis, indicando relações entre amantes, família, amigos e conhecidos, carreira e perspectivas de negócios, ambições, questões monetárias  e, também, os inevitáveis percalços da vida. Aponta, igualmente, características individuais e potencial psíquico, podendo ser utilizada, portanto, para estudo de personalidade metapsíquica.


São necessárias treze cartas ao todo, entre elas uma figura para representar a pessoa que consulta.
Veja aqui sugestão para escolher uma carta que represente o consulente.


Procedimento:

Embaralhe as 52 cartas, escolha uma figura para representar o consulente (Rei, Dama ou Valete) e separe do baralho.
Embaralhe novamente mentalizando sua pergunta, coloque o baralho na mesa e corte 3 vezes com a mão esquerda.
Agrupe os 3 montes (da forma que preferir), disponha as cartas na mesa em leque, com a face voltada para baixo.
Escolha doze cartas ao acaso e agrupe-as em um pequeno monte na ordem que foram tiradas, com a face voltada para baixo.
Coloque a figura (que representa o consulente) aleatoriamente no meio dessas 12 cartas. Recolha e guarde o restante das cartas.
A seguir pegue o monte das cartas selecionadas, vire as cartas de face para cima para que aquela que ficou embaixo - a primeira a ser escolhida - fique em cima e disponha na sequência do método.
As cartas são colocadas nas casas do método na sequência que foram escolhidas - primeira carta na casa 1, segunda carta na casa 2, até terminar as cartas.


Método


A linha vertical representa a situação atual.
linha horizontal representa  influências que afetarão essa situação.

Primeiramente, observa-se a posição da figura.
Se ela estiver na linha vertical, isso quer dizer que é mais provável que o consulente seja afetado pelas circunstâncias do que o inverso.
Se ela estiver na linha horizontal, isso significa que está ao alcance dele controlar e influenciar as circunstâncias.
Se, a figura estiver no centro da cruz (casa 4), o consulente pode estar certo de que a situação será, dentro em breve, resolvida de maneira satisfatória.

Em seguida é interpretada a carta no centro da cruz.
Ela indica o aspecto dominante em torno do qual tudo gira, no presente.
É tanto causa como efeito e sua significação depende do naipe e do significado individual da carta.

As cartas da linha vertical são interpretadas individualmente e interligadas para simbolizar aspectos da situação atual.
As da linha horizontal são interpretadas individualmente como influências que alterarão a presente situação no futuro.

Em breve
Interpretação das cartas neste método
Aguarde


Sugestão:

- Ter um baralho apenas para fins de adivinhação. Este jamais deve ser utilizado para qualquer tipo de jogo.
- As cartas de adivinhação devem ser mantidas num lugar específico, de preferência em um nível superior ao da mesa. Dizem que isso as mantêm acima das questões terrenas, e o melhor lugar para guardar suas cartas, é a prateleira mais alta de um armário escuro.
- Podem ser conversadas em um saco de seda feito a mão, para onde devem retornar imediatamente após a consulta. O objetivo é preservar seu poder oracular.
- Antes de usar um baralho novo para uma interpretação, misture as cartas e corte-as tantas vezes quanto o possível e, enquanto o faz, observe atentamente os seus intricados desenhos e números.
- Uma atmosfera descontraída é imprescindível durante a interpretação. Para consegui-la, a queima de um batão de incenso chinês e um ambiente aconchegante ajudam.
- De um ponto de vista puramente prático, verifique se a mesa é bastante espaçosa para acomodar a sequência de cartas, porque, se as cartas ficarem amontoadas, a evolução e continuidade do pensamente serão tolhidos.
- Se possível, utilize uma mesa redonda e sente-se de costas para o sul, com o consulente à sua frente, de costas para o norte. ( a mesa redonda não deixa a energia parada, ela circula, em uma mesa quadrada ou retangular a energia fica impregnada nos cantos).
- Antes de colocar o baralho na mesa, o cartomante deve embaralhar as cartas a fim de eliminar qualquer influência anterior. Se for escolher uma figura para simbolizar o consulente, ela deve ser escolhida nessa fase, logo após as cartas terem sido embaralhadas. Após separar a figura escolhida, tenha em mente a pergunta a ser feita ou a natureza da consulta, enquanto embaralha as cartas novamente. Coloque o baralho no centro da mesa, e corte 3 vezes, com a mão esquerda (essa mão fica mais próxima do coração, anatômica e emocionalmente).
- Após a consulta, as cartas devem ser cuidadosamente embaralhadas pelo cartomante, a fim de desligá-las da presente associação.



Para descontrair
Dizer que "estava nas cartas" ou "estava escrito" resume tudo, mas, amiúde, na vida como nas cartas, nem sempre é aconselhável "mostrar o jogo" ou "pôr todas as cartas na mesa" de uma vez.
😊

Lucia




Referências:
Como Ler a Sorte pelas Cartas de  Nerys Dee 
(este método também pode ser encontrado no livro - Como ler Cartas de Baralho ... de Ana Elizabeth Cavalcanti






sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Destino e Tarô: Combinações Lenormand/Baralho Cigano – 21. Montanh...

Destino e Tarô: Combinações Lenormand/Baralho Cigano – 21. Montanh...: 21. Montanha + 1. Cavaleiro - Notícias que chegam após atrasos. - Alguém chega finalmente. - Perturbação durante deslocamento. ...


Osho Zen Tarot - 20. Arcano Maior ― Além da Ilusão



Esta é a única distinção entre o sonho e o real: a realidade permite-lhe duvidar e o sonho não lhe permite duvidar... 
Para mim, a capacidade de duvidar é uma das maiores bênçãos da humanidade. 
As religiões comportam-se como inimigas, porque podam as próprias raízes da dúvida; e existe uma razão para que elas ajam assim: elas querem que as pessoas acreditem em determinadas ilusões que elas vivem pregando...
Por que motivo pessoas como o Buda Gautama têm insistido tanto em que a existência inteira ― com exceção do seu eu que a tudo testemunha, com exceção da sua consciência - é efêmera, feita do mesmo material de que são feitos os sonhos? 
Elas não estão afirmando que aquelas árvores não se encontram ali. 
Não estão dizendo que aqueles pilares não estão lá. 
Não entenda mal por causa da palavra “ilusão” (maya)... 
A palavra foi traduzida como “ilusão”, mas “ilusão” não é a palavra certa. 
Ilusão é algo que não existe. 
A realidade existe. 
“Maya” fica exatamente entre as duas ― algo que quase-existe. 
No que diz respeito a atividades do dia-a-dia, maya pode ser tomado como realidade.
Apenas no seu sentido máximo - a partir do ápice da sua iluminação -, as coisas se revelam irreais, ilusórias.
Osho The Great Zen Master Ta Hui, Cap. 12

Comentário:
A borboleta, nesta carta, representa o exterior, aquilo que está constantemente se transformando, aquilo que não é real, mas uma ilusão. 
Por detrás da borboleta está a face da consciência, olhando para dentro, para aquilo que é eterno. 
O espaço entre os dois olhos abriu-se, revelando o lótus do desenvolvimento espiritual e o sol da consciência que se levanta. 
Através da ascensão do sol interior, nasce a meditação.
A carta nos lembra de não olhar para fora à procura do que é real, mas olhar antes para dentro de nós mesmos. 
Quando nos concentramos no mundo exterior, com frequência nos assaltam os julgamentos ― isto é bom, isto é ruim, isto eu quero, aquilo eu não quero. 
Tais julgamentos nos mantêm prisioneiros das nossas ilusões, da nossa sonolência, dos nossos velhos hábitos e padrões.
Abandone sua mente opiniosa e mova-se para dentro. 
Lá você poderá relaxar no seio da sua própria verdade mais profunda, onde a diferença entre sonhos e realidade já é.



Lucia



Este artigo em pdf encontrado na net faz referências ao site osho.com, de onde todos os textos foram extraídos na íntegra.
Imagens - askthecards.info
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