sexta-feira, 8 de abril de 2011

Péladan - A Origem do Método


Descrevo a seguir, 3 abordagens deste Método. 

→ O Original de Joséphin Péladan 
→ Mary Steiner-Geringer 
→ Academia de Mandrake




A Origem do Método Péladan



Alberto Cousté em seu livro - Tarô ou a máquina de imaginar
cita este e mais 2 métodos como sendo os que parecem ser os menos dogmáticos, os mais abertos à liberdade imaginativa. Por isso não devem ser considerados como sistemas acabados, mas sim como propostas sobre as quais a imaginação do adivinho deverá dispor-se a trabalhar.

Método de Péladan, Guaita e Wirth.

Joséphin Péladan criou o método de leitura de maior valor sintético - realiza-se apenas com os arcanos maiores - e, provavelmente, o que constitui o desafio mais aberto à capacidade analógica do adivinho. 
Ele o transmitiu oralmente ao seu discípulo Stanislas de Guaita, demasiado preocupado com a reflexão metafísica sobre o Tarô para escrever sobre as suas virtudes adivinhatórias. 
Oswald Wirth recebeu de Guaita - como quase todo o material sobre o Tarô - o esquema do método, e o explica em Le Tarot des imagiers du Moyen Age.


1. Passo - O autor faz uma descrição do embaralhamento e escolha das cartas.

2. Passo - A primeira carta é colocada à esquerda do adivinho, a segunda à direita, a terceira em cima e a quarta abaixo. Mediante a soma dos valores dos arcanos expostos, obtém-se a quinta carta.

3. Passo - Cada um dos arcanos desempenha um papel em relação a todos e a cada um dos outros quatro, e essas correlações criam numerosos canais de leitura. No ponto de partida, a situação obedece ao esquema abaixo: que podem ser interpretados como segue:



Casa 1 - Afirmação (Pró): Mostra o que é favorável ao consulente, e indica o que lhe convém fazer; representa a qualidade, a virtude, a orientação a seguir, os sentimentos com que pode contar;


Casa 2 - Negação (Contra) : Mostra o que é hostil ou desfavorável, o que convém evitar; representa o defeito, o vício, o caminho equivocado, os inimigos e os enganos;

Casa 3 - Discussão (Juízo) : Aclara sobre o partido a tomar, sobre a resolução que convém adotar, sobre a intervenção que será decisiva;

Casa 4 - Solução (Sentença): Permite prever um resultado, tomando em conta o pró e o contra, mas sobretudo a:

Casa 5 - Síntese: Carta que representa pessoalmente o consulente, e que simboliza também aquilo que é fundamental, do qual tudo depende.

Deste ponto de vista, as relações vão-se tornando mais complexas e estimulantes, à medida que se compara por oposição o simbolismo relativo de cada um dos arcanos. A parábola do Juízo, que esta mesa representa, é também uma das metáforas mais belas e fecundas que o Tarô pode compor.



Mary Steiner-Geringer em seu livro - O Tarô e o Autoconhecimento
também cita este método, como abaixo transcrito:


Cinco cartas para perguntas mais difíceis (segundo Wirth);

A primeira das cartas escolhidas será colocada ao lado esquerdo do consulente, e significa uma afirmação; ela se relaciona com tudo o que diz respeito ao sentido positivo da resposta. Mostra o que se deve fazer, com o que se pode contar, aponta o amigo ou protetor, determina o comportamento que deve ser ambicionado.

A segunda carta, que deve ser colocada á direita, significa a negação; ela indica o que deve ser evitado ou temido, mostra o perigo, o erro ou a tentação da qual se deve fugir.

A terceira carta, que deve ser colocada na posição superior, é denominada por Wirth de O Juiz; ela equilibra o lado positivo e negativo das duas primeiras e aconselha qual o comportamento mais adequado.

A quarta carta, que deve ser colocada embaixo, chama-se O Julgamento e resolve a questão que surge da configuração de todas as quatro cartas.

No centro das cartas deitadas em forma de cruz, coloca-se mais uma, a quinta, que representa o fortalecimento, a síntese, a acentuação.

Esta é encontrada da seguinte maneira: os números das quatro cartas já escolhidas é somado. Se o total alcançado for 22, então a carta correspondente será O Bobo (o Arcano será contado como a carta 22); se a soma for menor, procuraremos a soma de seus algarismos. Por exemplo, 57 = 5 + 7 = 12.




 
Academia de Mandrake
O Arcano A Justiça é representado por este método para tomada de decisões.

A Roda do Taro Justiça Spread 


Jogar apenas com os Maiores, é baseado em um esquema clássico de Oswald Wirth Tarot dos Magos .
Foi concebido para ser lido como uma audiência no tribunal, com advogados discutindo os prós e contras de um caso perante um juiz.
Use esta propagação se você se depara com uma decisão difícil.

Os "prós" - os argumentos a favor da causa.
Os "contras" - a oposição.
O juiz .
A sentença, a favor ou contra.
A decisão, ou resumo escrito do juiz do caso.



O Método Peladan é muito parecido com o Método Cruz, ambos já abordados aqui no blog.
Mas sua semelhança não é mera coincidência, se trata sim do mesmo método.
 

Esse método na sua origem, seja ele conhecido como Peladan ou Cruz ou 5 cartas, tem como regra fundamental a somatória das primeiras 4 cartas, para obter a 5ª carta central.

Mas para facilitar, ignora-se essa regra e retira-se uma carta do baralho para representar a 5ª casa, evitando assim a somátoria das 4 cartas anteriores. 


Lembrando que a maneira correta de usar este método é aquela que você achar melhor.






Lucia


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